—Mas o senhor não me deve nada, comprou-me o vinho quinado...
—Oh! isso pagava apenas tres sessões! depois tivemos mais dez pelo menos, que eu pago bem mesquinhamente dando-lhe esta remuneração.
Casimiro põe trinta francos em cima da mesa, volta a pegar na mão da rapariga, e aperta-a ternamente nas suas, dizendo-lhe:
—Não chorará mais, esquecerá a scena d’esta manhã, e dar-me-ha ainda algumas sessões, não é verdade?
Lisa sorri-se, e responde:
—Far-lhe-hei a vontade, visto que assim o quer!
Casimiro retira-se muito satisfeito.
No dia seguinte, Rouflard, que entra todas as manhãs em casa de Casimiro para saber se elle tem algum recado para lhe dar, diz ao joven pintor:
—Acabo de vêr o meu bom anjo, a menina Lisa, que está feliz como uma rainha, e isto graças ao sr. Casimiro!