—O que prova á senhora que ella não tem precisão da sua.
—Abundancia de bens não prejudica, diz o professor.
—Ahi está uma reflexão bem digna do sr. Prorata.
Os esposos Proh voltam para sua casa cheios de colera. Casimiro apressa-se a subir a casa de Lisa. Acha-a com os olhos vermelhos de chorar; ella põe um dedo na bocca mostrando-lhe a avó. Casimiro comprehende que a rapariga occulta á pobre velha o caso da colhér; vae sentar-se ao pé da donzella e pega-lhe na mão, murmurando muito baixo:
—Tem então ainda algum desgosto, Lisa, a menina que merecia ser tão feliz?
—Ah! sr. Casimiro, o senhor sabe sem duvida a historia da colhér, ouço d’aqui o filho da sr.ª Proh que a canta na escada.
—Sim... eu sei pouco mais ou menos...
—Mas não acredita que eu tenha querido tirar uma colhér de prata á sr.ª Proh, não é verdade?
—Pois a menina pode fazer-me similhante pergunta! acaso não sei eu o que a menina vale! ah! eu faço-lhe justiça, a sua alma é pura como o seu olhar...