—De quê?
—De balsamo de Opodeldoch, de balsamo Tranquillo, de balsamo de Fioravanti! e ainda muitos outros balsamos... Eu, como tenho excellente rhum, verdadeiro rhum da Jamaica, tive a lembrança de dar umas fricções com elle...
—Não era mau.
—Não é verdade? Ora, como não tenho criado, pedi ao meu porteiro que me viesse dar as fricções; elle promptificou-se da melhor vontade. Dei-lhe o rhum, e deitei-me sobre o lado que me não dóe. O porteiro esfregava-me com toda a força... fazia-me arder a pelle como todos os diabos! O homem descançava muito a miudo. Tenho uma vez a lembrança de me voltar, e dou com elle a beber-me o rhum mesmo pela botija; o maroto esfregava-me em secco! Nunca mais quiz que elle me desse as fricções. Os senhores podem-me arranjar uma mulher para me fazer este serviço, antes quero uma mulher que um homem...
—Podemos inculcar-lhe uma mulher que deita bichas e ventosas, e tambem dá fricções quando é necessario.
—É moça?
—Cincoenta a sessenta annos.
—Preferia-a de vinte e cinco a trinta.
—Que importa, comtanto que ella lhe dê bem as fricções. Uma mulher nova poderia causar-lhe distracções, e é isso que é preciso evitar.
—Ah! o senhor acha que as distracções são contrarias á minha dôr?...