—Certamente. Tambem seria bom deitar umas ventosas e alguns causticos volantes.

—Oh! emquanto estiver n’este estado não ponho difficuldades a coisa nenhuma, farei uso de tudo para me curar mais depressa. Aqui tem a minha morada, mande-me lá ámanhã a tal mulher com as bichas, as ventosas e os causticos.

—Mas não vá applicar tudo isso ao mesmo tempo.

—Com certeza que vou; a coisa assim vae mais depressa! Olhe, eu nunca faço remedios! mas quando me resolvo a isso, então não quero privar-me de nada. Dê cá sempre um balsamo qualquer, tractarei de me untar e esfregar eu mesmo emquanto a tal mulher não apparece.

Emquanto estão aviando este senhor, entra muito afflicta uma mulher de lencinho na cabeça, e dirige-se logo ao rapaz que está sentado á carteira:

—Ah! meu caro sr. Narciso! que má sorte que me persegue desde certo tempo para cá! Mal a minha pequena está restabelecida do catarrhal e o meu rapaz do sarampo, e ahi me cae o meu homem doente, sem poder trabalhar! é o remate da desgraça!

—Mas o que é que o seu marido tem?

—Ora! uma molestia exquisita... mas parece que é perigosa. Faça ideia, tem um anthraz!

—Um anthraz! que me diz?!

—Foi o que disse o medico, que é um sabio, e que disse logo: Não tem que vêr! é um anthraz! Aqui está o que tem o meu André, nasceu-lhe um anthraz nas costas! Aquillo foi um golpe de ar, não é verdade?