—Não, minha senhora.
—O que confirmava os meus receios, foi que ao passar por deante de uns urinoes, reparei que os estavam alimpando com chloreto.
—Isso faz-se muito amiude, é para destruir o mau cheiro...
—Acha que é só para esse fim? Devo tambem dizer-lhe que tenho uma amiga a quem acaba de morrer o marido muito repentinamente.
—Uma apoplexia, talvez.
—Oh! não, senhor, elle não era sanguineo; mas voltou uma noite para casa com uma lagosta e um salsichão de Lyão, era o seu petisco favorito acompanhado de muita cerveja. Comeu menos mal; mas no outro dia pela manhã estava morto e da côr do salsichão.
—Teve uma indigestão, minha senhora.
—Mas elle já muitas vezes tinha comido tanto como d’essa vez e não morrêra.
—Essas coisa não acontecem nunca duas vezes, minha senhora.