—Ahi está tambem o pequeno da minha porteira, um rapazito sadio e córado, pois está ha tres dias com uma dor de barriga e com uma dysenteria.

—Isso é muito commum nas creanças.

—Emfim, acabo de encontrar um sujeito que jantou em minha casa ha quinze dias, e estava então de perfeita saude. Achei-o muito amarello, com os olhos encovados, mudado a ponto que não me pude conter que lhe não dissesse: «Ai! Jesus! que cara que o senhor tem!» então está doente? E elle responde-me: Não sei o que tenho, sinto dores por todo o corpo. É assim que principia o cholera?

—Não, minha senhora, esse sujeito tem provavelmente uma grande constipação, é o que é.

—Oh! não importa, asseguro-lhe que anda no ar alguma coisa que não é natural. Eu esta manhã tinha quasi frio quando me levantei, e agora estou com muito calor!

—É que andou muito depressa.

—Não, senhor; o Zozor obriga-me a parar a cada instante; o pobre animalsinho tambem não está no seu estado normal... Faça favor de me dar uma pouca de camphora, sei que é um preservativo contra as más emanações.

—Vou dar-lh’a immediatamente.

—Metterei um pedaço no meu espartilho: isso não me pode fazer mal.

—Pelo contrario, minha senhora.