—Vá, minha senhora, vá! diz o joven pharmaceutico fechando-lhe a porta nas costas; cheire, fume, masque mesmo, se isso lhe dá prazer mas, por favor, deixe-nos socegados um instante! Tome, menina Adriana, aqui tem o remedio para sua ama...
—Obrigada; vou de corrida levar-lh’o... faz-me tanta pena vel-a soffrer!... Boa tarde, meus senhores...
A creada grave retira-se, e d’esta vez chega a casa sem ter tido outros encontros. Quando passa diz á porteira:
—Aqui me tem; cá trago o remedio; pensei que não acabavam de me aviar hoje; havia muita gente na botica...
—Pois olhe, não vale a pena apressar-se...
—Então porquê, sr.ª Bedou?
—Porque sua ama saíu de carruagem com a sua amiga, ha já bastante tempo...
—A senhora saíu! oh! isso era de esperar! vá lá uma pessoa estafar-se a correr para dar conta do seu recado! vá lá a gente privar-se de conversar com os seus conhecimentos! Ah! esta não me ha de esquecer...