—Aqui tem azeitonas... e atum.

—Logo, logo, temos muito tempo; a senhora não tem que sahir hoje de manhã?

—Eu? ora essa! E aonde poderia eu ir quando estou com o senhor, quando o pussuo aqui, ao pé de mim, em minha casa? Ah! sou tão feliz então! queria estar sempre assim...

—Provemos uma gota d’este famoso Madeira de retorno da India. Hum! que linda côr... e como está nif....

—O que entende por nif, meu amiguinho?

—É um termo de camponio que quer dizer claro, puro. Hum! bello aroma, este não cheira a agua-ardente como todo o Madeira falsificado... Á sua saude, minha querida amiga...

Vá á sua, meu brégeiro: mas sobretudo não me prégue petas como hontem.

—Ah! quer tornar á mesma? Afinal de contas, o crime não era grande. Toda a gente vae ao Mabille, e pode-se estar lá com muito juizo.

—Sim, mas não se deve dansar como o seu amigo Miflaud; aquelle rapaz tem os ossos deslocados!

—Então que quer? elle aspira a uma reputação no genero da do famoso Chicard!