—Meu amiguinho, coma um bocadinho d’este foie gras, diz Ambrosina a Casimiro. Não o acha bom?

—Delicioso, optimo! mas já comi.

—Não importa. Então vae perdendo o appetite?

—Pelo contrario, tenho um appetite enorme, e parece-me que o mostro bem; faço honra ao seu almoço.

—Que tal acha este Chambertin?

—Excellente: sinto-me tentado a cantar aquella copla do Novo senhor de aldeia: É um vinho dos mais excellentes!... tem dez tem doze annos!...

—Tenho aqui um velho Madeira, de retorno da India, que o meu fornecedor de vinhos me recommendou; vae dizer-me o que pensa d’elle.

—Estou d’antemão persuadido de que pensarei muito bem; a senhora tem sempre vinhos deliciosos.

—É verdade, estou muito contente com o meu fornecedor. Coma d’esta lagosta em mayonnaise...

—É o que estou fazendo.