O sr. Proh sae da sala e dirige-se ao patamar. D’ahi a poucos instantes ouve-se um grito de indignação; toda a familia corre immediatamente para a escada, com grande curiosidade de saber o que pode estar escripto por cima da porta.
—Venha, senhora, venha! exclama Castor, venham todos, e vejam o que o tal Rouflard teve a pouca vergonha e a audacia de escrever por cima da nossa porta. Oh! ha para toda a gente...
Com effeito, por cima da porta tinham escripto a giz, e em grandes lettras:
A sr.ª Pro-fanée.
A menina, Pro-nobis.
O sr. Pro-fesse.
O menino Pro-pice.
VII
A menina Lisa
Depois do seu dia tão bem empregado, Casimiro não passou uma noite tão agradavel: dormiu pouco; não se lhe tira da idéa a historia d’aquelle pobre diabo que estava deitado na rua e que chama seu creado ao porteiro; obriga-o a fazer reflexões que não são côr de rosa; o rapaz, sem todavia se collocar no mesmo nivel que o tal Rouflard, diz comsigo que um homem é infinitivamente despresivel quando vive á custa d’uma mulher.