Entretanto, René Doumic, um mestre da critica, escreve na Revue des Deux Mondes:
«Je voudrais seulement que les poètes qui se sentent une vocation d'auteurs dramatiques ne s'imaginent point que le succès ne peut être obtenu par eux, à la scène, qu'en nous narrant des histoires romantiques ou des féeries.»
E Gaston Sorbets conclúe:
«M. René Doumic á assurément raison: la poesie dramatique est faite anssi pour exprimer les mouvements les plus profonds de notre cœur ou les aspirations les plus hautes de notre âme. Il suffit de voiler de poesie la Verité nue pour faire de cette divinité une muse nouvelle.»
Deixemos vociferar os maldizentes: nós ficamos com os criticos que sabem sentir e... lêr.
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Os zoilos que se lançaram á modestissima Talitha, censuraram ao seu autor o atrevimento inaudito de não observar a regra do Theatro francez de Corneille e Racine, que manda emparelhar systematicamente os graves e agudos na symetria inalteravel prescripta por aquellas duas autoridades.
Mas a critica, absolutamente não tem competencia para impôr aos escriptores brazileiros, por muito modestos e insignificantes que sejam, as leis e as regras da arte poetica franceza.
Se a obra d'arte é portugueza ou brazileira, o auctor não se submette ás leis da poetica franceza: observa os modelos nacionaes e portuguezes.
E, sem receio de ser contestado por quem quer que seja, o autor da Talitha affirma: não ha poeta algum na lingua de Camões, quer no theatro, quer fóra delle, que obedeça ás exigencias das prescripções francezas, que, aliás, o proprio Corneille, invocado pela critica, não seguiu nem adoptou na Imitation de Christ: