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Mas a critica adiantou-se ainda: abriu dogmaticamente uma excepção: o verso em theatro só se admitte para as tragedias historicas.

Outra cincada.

Em Portugal, Fernando Caldeira deixou no theatro duas joias preciosas: a Mantilha de Renda e a Madrugada que nem são tragedias, nem tem filiação alguma historica.

Na Italia, Cavallotti legou á lilteratura dramatica um primor de lyrismo: o Cantico dei cantici que não é tragico, nem historico.

Em França, Catulle Mendès escreveu, em verso, os tres actos de Isoline e os seis do Fiammette que nada tem a vêr com a historia, nem com a tragedia.

François Coppée produziu Le Trésor, Le Passant, La Grève des Forgerons, todos em um acto e que não tem a minima relação com a tragedia, nem o menor vestigio de historia.

No Brasil, o Badejo, de Arthur Azevedo, é uma comedia, o Outro, de Zeferino Brasil, um drama; As estações, de Coelho Netto, uma phantasia, todos em verso, sem relação alguma com a historia ou com a tragedia.

A critica indigena

«appartient à ce monde de paresseux qui font chaque soir une grande œuvre, en buvant une chope; seulement, le lendemain, ils ont sommeil et ne trouvent pas le temps d'ècrire la grande œuvre. «La vie se passe, l'âge arrive, ils restent des debutants.»

Zola, La critique Contemporaine, pag. 351.