Quanto á terceira—estafermo—o poeta da Talitha só a poderia utilizar se fizesse referencia ao critico.

Para agradar á sua opinião e corresponder á sua exigencia, o zoilo pretende que o autor da Talitha deveria forgicar palavras, neologismos, sómente com o fim de não repetir a rima!

Mas se essa rima é pobrissima, que culpa tem o autor da Talitha, se a lingua apenas lhe faculta, além dessa, mais duas, uma das quaes pertencente ao calão?

Entretanto o critico mentiu: no segundo acto a rima de enferma é erma; no terceiro acto á palavra enfermo foi dada a rima—termo.

2.º acto, pag. 64:
«seria bem melhor que cuidasse da enferma,
que vive ali no escuro abandonada e erma»
3.º acto, pag. 89:
«de acudir pressuroso ao leito dum enfermo ardendo em alta febre e bem proximo ao termo
d'uma longa existencia...»

Eis ahi ao que se reduz a censura do zoilo: á mentira.

*

Por ultimo a critica indigena censura o autor da Talitha por ter escripto o drama em tres actos afim de apresentar, desnecessariamente, no terceiro, a marqueza, mãe da heroina.

E a critica, em ar de pilheria, pede um quarto acto para que appareça tambem o Pae de Talitha.

O autor não teria duvida em satisfazer o desejo da critica, escrevendo mais dois actos para apresentação da sogra de Talitha, se tambem a critica de outra tempera, a critica elevada e honesta, não houvesse solicitado a redacção dos tres actos simplesmente aos dois primeiros para que esse obscuro trabalho