Á hora do primeiro almoço, como promettera, Aristarcho mostrou-se em toda a grandeza funebre dos justiçadores. De preto. Calculando magnificamente os passos pelos do director, seguiam-no em guarda de honra muitos professores. A porta fronteira, mais professores de pé e os bedéis ainda, e a multidão bisbilhoteira dos criados.

Tão grande a calada, que se distinguia nitido o tic-toc do relogio, na sala de espera, palpitando os ansiados segundos.

Aristarcho soprou duas vezes através do bigode, inundando o espaço com um bafejo de todo-poderoso.

E, sem exordio:

«Levante-se, Sr. Candido Lima!

«Apresento-lhes, meus senhores, a Sr.ª D. Candida, accrescentou com uma ironia desanimada.

«Para o meio da casa! e curve-se diante dos seus collegas!!»

Candido era um grande menino, beiçudo, louro, de olhos verdes e maneiras difficeis de indolencia e enfado. Atravessou de vagar a sala, dobrando a cabeça, cobrindo o rosto com a manga, castigado pela curiosidade publica.

«Levante-se, Sr. Emilio Tourinho...