Este é o cumplice, meus senhores!»
Tourinho era um pouco, mais velho que o outro, porém mais baixo; atarracado, moreno, ventas arregaladas, sobrancelhas crespas, fazendo um só arco pela testa. Nada absolutamente conformado para galã; mas era com effeito o amante.
«Venha ajoelhar-se com o companheiro.»
«Agora, os auxiliares...»
Desde as cinco horas da manhã trabalhava Aristarcho no processo. O interrogatorio, com o appendice das delações da policia secreta e dos timidos, compromettera apenas dez alumnos.
A chamado do director, foram deixando os logares e postando-se de joelhos em seguimento dos principaes culpados.
«Estes são os acolytos da vergonha, os co-réos do silencio!»
Candido e Tourinho, braço dobrado contra os olhos, espreitavam-se a furto, confortando-se na identidade da desgraça, como Francesca e Paolo no inferno.
Prostrados os doze rapazes perante Aristarcho, na passagem alongada entre as cabeceiras das mesas, parecia aquillo um ritual desconhecido de noivado: a espera da benção para o casal á frente.
Em vez da bênção chovia a colera.