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Ouviram-se então sons plangentes e divinos
De dobres, de sinaes de luto e de viuvez.
Era a toada melancolica dos sinos
Por Leonor a tocar pela primeira vez.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Quantas de vós tambem, lindas creanças,
Que architectaes angelicas esperanças
No vosso coração,
Não ides perfumar as sepulturas,
Co'as frontes virginaes, as fórmas puras,
No pequenino leito d'um caixão!
Pensai: quantas de vós ouvis os sinos
Em desejos divinos,
Em ilusões celestes,
Para num dia puro, luminoso,
Cingindo as alvas vestes,
Serdes levadas pelos sons dos sinos
Para os canteiros d'um jardim frondoso
De rosas e cyprestes!
E vós ides, extaticas, inermes,
Contrahir os funéreos esponsaes: …
Sugar-vos-hão o peito os frios vermes,
Terão comvosco amores os vegetaes.