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Figs. 15 a 16 | Este apparelho, a um tempo orientador e ornamental, procede da alta
edade-media tendo sido a principio um signal de nobresa[1] e portanto
um privilegio senhorial[2]. Além das edificações nobilitarias, só
tinham direito a exhibil-as as construções ecclesiasticas.
De sorte que figuravam muitas vezes as armas do mosteiro e do senhor
em recorte na chapa, pintadas ainda e douradas, ou outros symbolos da
heraldica, como corôas e leões rompantes. Nos seculos XIV e XV as
grimpas convertem-se em verdadeiros ornamentos. E como desde os fins
do seculo XI a torre, depois de ter sido uma fortificação que protegia
a egreja, comece a prestar-se ás funcções se multipliquem com uma
liberdade cheia de phantasia, tornando-se um poderoso instrumento de
decoração e de orgulho para cathedraes e mosteiros[3],
as proprias
ornamentações dos remates mais se acuminam e alindam. Umas vezes a decoração exclue
a ventoínha e apenas consiste em combinações de folhas e flores, aves
e outra fauna de imaginação, figuras humanas e cupidos, de loiça,
ferro, chumbo ou zinco e do mesmo passo notaveis pela belleza de
execução e graça[4]. É a estes ornamentos em ponta que correspondem,
nos monumentos arabes, as terminações aceradas que um crescente
fecha[5]. As mais das vezes, porém a veleta apparece
sob a forma de
monstros alados, dragões e animaes phantasticos[6], do archanjo S.
Miguel, anjos e navios[7], do gallo principalmente[8],
tudo mais ou menos historiado
e até, da Renascença ao seculo XVII, com a assignatura
ou inspiração d'um artista emerito[9]. |