—Pois deixem estar que eu verei se sei d’algum remedio, que lhe faça bem. Pelas terras, por onde andei, aprende-se muita coisa e eu conheço algumas drogas que talvez aproveitem: e d’ahi eu quero pagar-lhes o agasalho, tenho com quê.
—O senhor dá cura ao pae?—Que bondade seria a sua!
—Não te dizia eu, Isabel.
—Ora pois então vamos lá. Digam-me seu pae é muito velho?
—Não senhor, tem trinta annos e mais alguma coisa, os desgostos é que o acabaram muito.
—Pobre homem!
—Demais a mais um tio, que anda lá por fóra quer tirar-nos tudo. E d’ahi o pae, vive tão apoquentado!
—Um tio?
—Sim, senhor, atalhou a pequena, um tio muito mau! Sempre tenho uma raiva ao meu tio!...
—Calla-te, mana, tu não sabes que o pae diz que o tio não tem a culpa?