«Emilia, Emilia...[1]
Desde então para cá Alfredo, endurecido no cynismo e na indifferença, tem arrastado uma vida monotona, semsabor, aborrecida.
Levanta-se ordinariamente á uma hora da tarde doente, triste, sonhando uns males terriveis, imaginarios.
Não almoça nunca. O appetite fugiu-lhe com as extravagancias do estomago. Nem mesmo tem já paladar.
Percorre as ruas authomaticamente olhando as vitrines das lojas, a cujas esquinas estaciona.
Frequenta os bailes, mais por uma necessidade de espirito do que por um enthusiasmo juvenil.
Como Falstaff ceia muito: espantosamente, loucamente. Pela madrugada recolhe-se a um quarto solitario, que alugou e onde vive só, sem creado nem creada.
Lê e escreve no restaurante, sua habitual residencia.
Na noite em que o encontrámos no salão da viscondessa, recolhia-se elle a casa mais melancholico do que o costume.