É louco o homem que ama sem raciocinio, doidamente entregue aos excessos da imaginação e da phantasia. Acima do amor está a amisade.
O amor é um relampago em céu de trovoada: passa, e não dura.
A amisade é um sol que, mesmo atravez das tempestades, se conserva: não tem azas como a aguia, mas em compensação tem raizes como a arvore.
A amisade é sempre amorosa; o amor nem sempre é amigo.
Para amar basta que se seja um bom amigo; para ser amigo é que não basta só o amor.
O amor é um capricho, que póde provir de uma apparencia mal entendida.
A amisade não! A amisade nasce da reflexão combinada com o tempo.
Quantas vezes não é o amor filho do ciume?
Quantas vezes nos não deixamos nós arrastar por uma simples exaltação do nosso temperamento?
A nossa esposa deve ser a nossa primeira amiga. Na convivencia ha tempo para estudo. Ai! d'aquelle que se deixar arrastar pelo fogo das paixões, porque para esse devem ser as as desillusões um quasi assassinato moral.