[83] O facto do dialecto romanico creado na Dacia por uma colonia militar de soldados italianos, gaulezes e hespanhóes, ali fixada pelo Imperio romano, não é comparavel á creação linguistica de povos com individualidade ethnica e vida nacional, como na Italia, Gallias e Hispania. É um phenomeno de hybridismo, reflectindo a desconnexão dos elementos que o formaram, como observa Gubernatis.
[84] Terrien Poncel, Des Mots et de leur Étude, § 31.
[85] Hovelacque, Linguistique, p. 245.
[86] Exemplifiquemos com algumas palavras: PAE ou PADRE: No sk. Pitri; gr. Patër; sax. Vater; got. Fadar; ant.-alt.-all. Fater, Vatar; din. e velho sax. Fader; angl. sax. Faeder; ing. Father; holl. Vader; suec. Fader; isl. Fader, Foedr; lat. Pater; v. franc. Pair; ital., hesp. Padre; port. ant. Pare; Pae, Padre; val. Pärinte; pers. Pader. (Ap. Poncel, Des Mots, § 55.)
FRADE (irmão): sk. Bhrâtar; gr. Fratër; ant.-alt.-all. Pruodar, Bruader; got. Brothar; angl. sax. Brothor, Brether; ingl. Brother; holl. Broeder; sax. Broder; din. Broder; isl. Brodur; kymr. bret. Brawd; gael. Brathair; pers. Brader; lat. Frater; v. franc. Fraire; mod. fr. Frère; ital. Fratel-(lo); sl. Brat; Fraile e Fray; Freire, Frei e Frade, no hespanhol e portuguez, significando a confraternidade religiosa. (Ibid.)
[87] Aperçu de l’Histoire des Langues neo-latines en Espagne, p. 21.
[88] Ibid., p. 37.
[89] Orig., p. 24.
[90] Grammatica portoghese, p. 6.
[91] Grammatica das Linguas romanicas, t. I, p. 65. Trad. franceza.