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«No mar os Piratas disputam entre si a posse de Neéra; e não se entendendo no meio da sua lucta ameaçam de metterem o baixel a pique, e morrerem todos.
«O piloto impõe-se aos remeiros, dizendo,—que é melhor ir offerecer a cativa ao Rei de Coryntho, porque assim alcançavam um porto de refugio e abrigo, quando fossem perseguidos ou batidos pelas tempestades do mar.
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«Neéra é offerecida ao monarcha: a formosura da cativa deslumbra-o.
«Coryntho está em uma grande desolação por uma terrivel peste asiatica e a mortandade é enorme. O Rei consulta o Oraculo;—que responde: Que o seu Estado ficará livre da peste logo que elle despose uma prisioneira.
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«Quando se faz o banquete das nupcias de Neéra, apparecem dois forasteiros, o pae e o namorado de Neéra, desfigurados pelas fadigas das jornadas, e por isso desconhecidos.
«Sentam os dois forasteiros á meza, e dão ao velho Menéclida uma lyra para entoar um cantico. Como bom rhapsodo, desenvolveu em uma canção saudosa o verso de uma tragedia de Sophocles:
—É preciso para ser feliz—viver no seu lar...