—Tal e qual. Chegas assim como quem não quer a coisa, e pergunta alli pela visinhança, quem é pouco mais ou menos o Jeronymo; se a sua vida é moral e religiosa, se é um homem trabalhador, etc., etc.

—Bem sei como essas coisas se fazem, meu commandante.

—Em primeiro logar, para que se não desconfie, é falar só de Jeronymo; o resto, vem mesmo sem o perguntares. Entendes bem?

—Se entendo... O commandante vem tambem p'ra terra?

—Não, espero aqui a resposta.

—Então ás ordens, e que a Senhora da Bonança vá em minha companhia. Descendo para o escaler sentou-se á prôa e mandou remar.

Uma hora depois, Mascatudo entrou n'uma pequena tenda da rua da Lapa, que ficava quasi em frente da casa de Jeronymo.

Approximou-se do balcão e pediu de comer.

Á proporção que comia e bebia, o marujo ia adquirindo uma certa intimidade com o caixeiro, offerecendo-lhe de vez em quando do seu copo, em que elle pegava sem se fazer rogar.

—Diga-me uma coisa, perguntou emfim Mascatudo. Dá-me noticias d'um mestre de obras, que d'antes aqui morava, chamado Jeronymo? Ha quantos annos o não vejo!