—Mas que vejo, Magdalena! disse D. Maria Egypciaca, voltando-se para sua filha. Que tens tu? meu Deus! que terrivel pallidez!

—É tão grande a alegria que nossa mãe experimenta só com a ideia do titulo, que nem sequer reparou para o estado em que te encontras! Doe te a cabeça, Magdalena?

—Não, respondeu ella; comtudo, sinto-me alguma coisa indisposta.

—Pois faz a diligencia de te animares! É de suppôr que venha cá hoje passar a noite o conselheiro Poderosa. Já pedi a tua irmã quasi de mãos postas que se fizesse mais amavel. Veremos como se porta.

—Preciso falar-lhe, minha mãe, interrompeu Magdalena, dirigindo-se a D. Maria Egypciaca.

—É negocio grave, pelo que vejo! Succedeu alguma novidade no hospital?

—Não, por certo. É outro assumpto inteiramente diverso.

—Não podemos falar aqui mesmo? perguntou a futura condessa.

—Já disse a minha mãe que era uma coisa em particular.

D. Maria Egypciaca, seguida por sua filha, entrou no gabinete de Tristão, aonde varias vezes temos conduzido o leitor.