—Póde muito bem ser que tal aconteça, respondia-lhe o marinheiro. Em todo o caso, se eu fosse ao sr. Manuel de Mendonça...

—Que fazias? acudiu rapidamente o capitão.

—Ia saber d'aquella pobre menina.

—Tomarei o teu conselho. Vou. Não sei o que me adivinha o coração; porém, ou eu me illudo muito, ou Martha está innocente como os anjos.

—Estou da sua opinião. No que o senhor fez mal, foi em acreditar nas primeiras palavras d'essa mulher. Se eu sei, tinha-lhe occultado tudo quanto a seu respeito ouvi dizer.

—Não te arrependas, Mascatudo; nos teus casos, teria feito o mesmo.

—E se essa mulher não passasse de uma infame mentirosa?

—E se tudo quanto a tia Monica te disse fosse verdadeiro? Que remorsos não terias n'este momento, se me tivesses dito que a conducta de Martha era irreprehensivel?

—Isso lá é que é verdade, sr. Manuel de Mendonça. Em todo o caso, tudo se poderá hoje descobrir. Se o senhor consentisse que eu fosse em sua companhia...

—Da melhor vontade e até me fazes muito favor.