—Venho prevenil-a, que ámanhã antes do meiodia, alguem virá pedir-lhe a mão de sua filha, disse Magdalena. Agora mesmo acabo de estar com essa pessoa. Quando prometto, cumpro, embora vá n'isso a existencia.
A gratidão não tem phrases! Balbina e Marianna, abraçando-se a Magdalena, confundiam entre as suas, as lagrimas da pobre martyr!
—Agora, murmurou Magdalena desembaraçando-se das suas protegidas, cumpre-me falar com Martha.
—Mas, é possivel que um senhor d'aquella ordem deseje casar-se com a filha de um mestre de obras perguntou Balbina com as lagrimas nos olhos.
—Almas como as de Manuel de Mendonça, olham apenas para a virtude e nunca para o nascimento, respondeu Magdalena.
—Manuel de Mendonça?! exclamou Marianna com uma voz tremula e indecisa. E que edade tem esse homem? E quem são os seus paes? ajuntou a pobre mulher approximando-se cada vez mais da filha de Tristão de Almeida.
—Infelizmente, não tem paes, respondeu Magdalena.
—E sabe vossa excellencia quem elle é, perguntou Marianna.
—Sei.
—Oh! por piedade! diga m'o! Dar-se-ha o caso que seja...