Perto de cinco minutos esteve a pobre mãe agarrada ao pescoço de Manuel de Mendonça! Ainda lhe parecia impossivel aquella palpavel realidade! Desprendendo-se emfim do collo de seu filho, D. Marianna lançou-se aos pés de Magdalena, e, beijando-lh'os no transporte de uma alegria assustadora, ergueu-se de novo cingindo-a pela cintura e cobrindo-lhe a face de beijos e lagrimas de gratidão!

—Agora, disse Magdalena desembaraçando se de D. Marianna, devemos attender ao estado de Martha. É necessario prevenirmos todas estas circumstancias. Ter-nos-ha ouvido?

—Com certeza que não; e demais tem um somno muito pesado, respondeu Balbina enxugando as lagrimas que lhe rolavam pelo rosto.

N'este momento, Martha chamava por sua mãe.

Balbina e Magdalena dirigiram-se ao quarto da doente.

—Que voz foi essa que ouvi na saleta, minha mãe? perguntou Martha sem notar a presença de Magdalena.

—Era a minha voz, respondeu a filha de Tristão approximando-se do leito e beijando-a na face.

—A sua! exclamou ella. Eu suppunha...

—O quê?