—Que era...

—A voz de Manuel de Mendonça? Não se illudiu. É Manuel que vem hoje pedil-a a seu pae.

Erguendo se n'um impeto de suprema vontade, Martha lançou-se ao pescoço de Magdalena.

Que lagrimas não foram as d'essas duas mulheres! N'uma, o pranto consolador da alegria; na outra, lagrimas que vinham do coração, abrazando-lhe as palpebras n'um fogo do inferno!

—Valor! disse Magdalena, soltando-se dos braços de Martha, é necessario que se restabeleça para em breve conceder a sua mão ao filho de D. Marianna de Athayde!

—Ao filho de Marianna de Athayde! exclamou ella sem comprehender uma palavra do que acabava de ouvir!

—Sim, ao filho da sua amiga Marianna.

—Então Manuel de Mendonça é...

—Seu filho. Agora, cumpre-me dar ainda alguns passos para resolver completamente a minha missão, e, abraçando a sua protegida, Magdalena sahiu do quarto e dirigiu-se á saleta aonde Manuel de Mendonça, ainda preso nos braços de sua mãe, agradecia á Providencia o ter-lhe devolvido tudo quanto elle tinha de mais caro n'este mundo.

Ao vel-a, D. Marianna lançou-se-lhe de novo ao pescoço e cobriu-a de beijos!