—Entre, disse-me elle pegando-me na mão esquerda. Do coração lhe affianço, que póde estar tão segura como se fosse ao lado de seu pae, que espero em Deus encontrará com vida, acrescentou o individuo mettendo-me no trem.

Entrei sem saber como. Senti bater o guarda lama e os cavallos seguirem a trote.

De repente, a sua traquitana tomou a deanteira á minha.

Andámos, andámos até que chegou a um sitio onde havia um hospital. Os cavallos pararam. Elle então apeiou-se e perguntou-me os signaes do pae. Dei-lh'os. Entrou para dentro do edificio onde se demorou por alguns minutos, e voltou dizendo-me que não tinha entrado n'aquella casa.

Os trens partiram a galope. Fomos a dois hospitaes; o mesmo resultado.

Faltava apenas o da rua do Sol. Esse, já eu conhecia de nome quando a tia Marianna adoeceu. Ninguem alli tinha entrado desde as nove horas da manhã.

—Vá tranquilla para sua casa, e diga-me onde mora.

Dei-lhe o nome da rua e o numero da porta.

Pagou ao bolieiro dizendo-lhe que me viesse pôr em casa, o que não acceitei por causa da visinhança.

—E quem será esse individuo, para que lhe possamos beijar as mãos? exclamou Balbina, n'um transporte de profundo reconhecimento.