Esta abriu-se e entrou Tristão de Almeida.
Depois de as cumprimentar approximou se do leito de Jeronymo.
—Como se sente? perguntou Tristão pegando brandamente na mão do operario.
—Melhor; muito melhor.
—Quanto folgo! disse Tristão, puchando uma cadeira e abeirando-se do leito. É forçoso que se restabeleça quanto antes para tomar conta da sua obra: um hospital para as pessoas pobres atacadas da febre.
—Pelo que vejo, disse Martha, vossa excellencia não se occupa senão da sorte dos desgraçados.
—É essa a minha unica ambição, respondeu o magnata fitando o rosto ingenuo da filha do operario. Ámanhã por estas horas já devemos saber o logar designado para o hospital, e, como desde hontem o considero meu empregado, accrescentou dirigindo-se a Jeronymo, não pense que vossemecê e sua familia se estão aqui tornando pezados. Se alguma cousa tem que fazer em sua casa, sr.ª Balbina, disse Tristão voltando se para a mulher do operario, eu lhe mando chamar um trem para que a demora não seja muita.
—Não tenho outro remedio senão ir a casa, respondeu Balbina, mesmo por causa da tia Marianna, ajuntou ella voltando-se para Martha.
—Visto isso, vou dar ordem a um criado para que lhe chame um trem, e sem attender a Balbina, que pretendia dissuadil-o da sua determinação, o protector da familia de Jeronymo desceu ao primeiro andar.
—Ainda não vi melhor coração, murmurou Jeronymo voltando-se para sua filha.