Se o extrangeiro vier, nós, tranquillos, atirar-lhe-hemos com Melicio—o extracto de peste concentrado e fulminante dos inimigos da patria—e das peninsulas!


Agora—Barros.

Este publicou o seu relatorio sobre a emigração portugueza para o Brazil—grande obra a que promettemos consagrar estudos criticos consecutivos durante um anno! N'este livro o immortal philosopho explica o facto da emigração e justifica-o por um modo que põe o alludido phenomeno social para todo sempre fóra de controversia e de discussão.

Como o explica, como o justifica elle?

Meu Deus! por um argumento bem simples, e que todavia ainda não houvera occorrido a ninguem ...—Pelo precedente das andorinhas!


Sempre que nós temos tido a immerecida honra da poder contemplar com attenção e respeito a configuração pyramidal da cabeça do grande homem, sempre que temos attentado, recolhidos e mudos, no seu bello craneo, magestosamente elevado no occipicio, como se elle usasse uma cuia—por dentro,—nós temos dito do varão illustre, como Chenier de si mesmo:

«Elle tem alguma coisa na cabeça!»

Oh! sim, elle tinha n'ella a theoria das andorinhas, esquecida ao mais excentrico e original dos nossos compatriotas, o cavalheiro Machado, o celebre amigo dos passaros, um dos mais interessantes perfis da galeria parisiense de Champfleury!