Cantaram o hymno da carta? Deram vivas á real familia? Perguntaram por Melicio?...

Por Deus! que o Tribuno Popular nol-o diga! Queremos pedir para o peito d'esses passarinhos a commenda de S. Thiago.

Emquanto aos srs. viscondes do Seiçal e João José de Mello, estamos certos de que não deixaram ficar a côrte endividada com a patriotica manifestação dos rouxinoes do Choupal. Sim, ss.ex.'as seguramente responderam aos rouxinoes, desentranhando-se por sua parte nos mais ternos pios, nos mais vigorosos gorgeios ... Oh! nós conhecemos a fidalga bizarria de ss.ex.'as, Pela parte que nos toca não podemos deixar tambem de mandar um garganteado reconhecido ás avesinhas do Mondego. Ora pois: có, có ró, có! por Lisboa agradecida.


Sempre que em cada anno se celebra na cadeia do Limoeiro a ceremonia da communhão aos presos, o senhor procurador regio convida a imprensa a assistir a essa solemnidade, e a imprensa publica no dia immediato que a cadeia está no maior aceio e que o senhor procurador regio é digno dos maiores elogios. Porque? Porque commungaram os presos.


Ha dias lemos que a casa de detenção da comarca de Lisboa estabelecida no antigo convento das Monicas estava no dito «maior aceio» e que o mesmo procurador regio era digno dos referidos «maiores elogios.» Razão: Tinham commungado os presos.


Ora é bom que o publico saiba de quando em quando o que são as prisões portuguezas—quando os presos não commungam.

Nós visitámos a casa de detenção—antes da oitava da Paschoa. Eis o que vimos: