A examinanda—Quando me vou deitar ...

O examinador—Sim! Quando se vae deitar o que faz? Diga.

A examinanda(córando até á raiz do cabello e baixando os olhos)—Quando me vou deitar ... dispo-me.

O examinador—E depois de se despir?... Responda! Depois de se despir o que faz?... A menina não ouve?... Ou finge que não ouve?!... O que faz depois de se despir?

A examinanda—Tenho vergonha ...

O examinador—Não tenha vergonha. Responda para diante!

A examinanda—Depois de me despir o que eu faço é ...

E n'este ponto a examinanda, com a face afogueada pelo rubor do pejo, com os olhos cheios das lagrimas do terror, na lingua adoravel dos cinco annos, n'essa lingua que os homens só fallam ás suas mães na pureza da innocencia primitiva, n'esse dialecto infantil ainda mais casto do que as linguas mortas, traduziu a locução de Plinio: urinam ex se emittere.

O professor a que nos referimos foi intimado a não proseguir pelo presidente da mesa, o sr. Augusto Soromenho, cujo testemunho invocamos.

É assim que nos exames de instrucção primaria se averigua se as alumnas sabem ou não «civilidade».