Quando as boninas e os representantes da nação tornaram a ver a burrinha do poder no prado florido onde convalescia entre os idylios do ocio o dente do sr. Fontes, grande foi o ardor e a emulação entre os circumstantes que á porfia queriam segurar a asna. Coube essa gloria ao sr. José Dias Ferreira.

Empolgando com mão dextra e firme a camba do freio á alimaria do poder, o sr. José Dias exclamou triumphante e glorioso:

—A mim, rapazes!

E gritando em coro: «Ave, José vencedor!»—os rapazes foram a elle.


Eis senão quando, que hão de ver os rapazes que a elle tinham ido e bem assim elle mesmo?

Atonitos elles vêem—caso que os olhos se lhes recusam acreditar—que a burra já não está devoluta, que a albarda tem gente em cima!

Effectivamente emquanto o sr. José Dias intrepido segurava a redea, o sr. Fontes veloz encavalgara o poder.