LISBOA
EMPREZA LITTERARIA LUSO-BRAZILEIRA—EDITORA
Ironia, verdadeira liberdade. És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos da veneração da rotina, do pedantismo das sciencias, da admiração das grandes personagens, das mistificações da politica, do fanatismo dos reformadores, da superstição d'este grande universo, e da adoração de mim mesmo.
P.J. PROUDHON.
Carta a sua alteza real o serenissimo principe snr D. Carlos regente em nome do rei.
SUMARIO
Rasão d'esta carta—Projecto de partida de sua alteza—Pessoas que o acompanham e pessoas que deveriam acompanhal-o. Eloquente e notavel parallelo—As instituições nacionaes e As Farpas—A educação do príncipe. Como elles a fizeram. Como nós a aconselhamos—A instrucção de sua alteza. Os seus estudos. Os seus livros. Os seus mestres. As suas convivencias. O seu theor de vida—Intervenção de sua magestade a rainha na direcção intellectual de seu augusto filho—O príncipe, o homem, o cidadão, o alferes, o marinheiro, o conselheiro d'estado—A viagem—Crise pedagogica—A renovação mental de sua alteza—De como o príncipe deveria proceder n'este momento supremo para dar o que deve ao throno, á familia, á sociedade e á natureza—Sua alteza porém fará o que for servido.
LISBOA, 25 DE MAIO DE 1883
SENHOR!
E' de interesse particular mas importantissimo o assumpto que ora nos traz por meio de carta aos pés interinamente reaes de vossa alteza.