Como sombra infernal perpetuo ondeia,
Bradando-me, que vae partir-se o fio
Com que da minha vida se urde a teia.
Entregue á seducção emquanto eu durmo,
No turbilhão do mundo heide deixar-te!
Quem velará por ti, pomba innocente?
Quem do prejurio poderá salvar-te?
Quando eu cerrar os olhos moribundos
Tu verterás por mim pranto saudoso;
Mas quem me diz que não virá o riso