Deus mandava-lhe ignota mocidade

No rugir dos trovões, na voz do vento,

E ella rindo vaidosa, á luz errante

Que o céo, a terra, e as ondas accendia,

Clamava ao mar revolto:—«Eia, oh gigante,

Repete a voz de Deus, responde á orgia.

Que tens? Porque deitado ao pé das fragas,

Gemes a custo em vil torpor submerso?

Brinca tambem, oh mar, enrola as vagas,

E vem se pódes embalar meu berço.»