Deus creou-te immortal. Seu braço immenso
Gravou no teu clarão: Gloria e mysterio.
E entre nuvens de canticos e incenso
Deu-te de ignotas solidões o imperio.
Eia, caminha pois—esparge ufano
N'esses ermos sem fim teus mil fulgores,
E deixa o homem levantar insano
D'um orgulho infundado os vãos clamores.
Eu já li nas canções de antiga raça
Que um dia cahirás do excelso throno,