J. S. Mendes Leal, Canticos, p. 227. Lisboa, 1858.
SE CÓRAS NÃO CONTO
Tu queres que eu conte um sonho que tive,
Não sei se acordado, não sei se a dormir:
Foi todo singelo, foi todo innocente,
Tu córas—sorris-te; tens medo de ouvir?
Não córes, escuta; não fujas de mim,
Que o sonho foi sonho de casta invenção;
Já crês—não duvidas—verás como é lindo