O sonho innocente do meu coração.

Eu via em teus labios um meigo sorriso,

Em teus olhos negros um terno mirar,

Teu seio de neve a arfar docemente.

Sentia nas faces o teu respirar.

E tu não fallavas, mas eu entendia,

E tu não fallavas,—mas eu bem ouví

Amor!—na minh'alma a voz me dizia,

E um beijo na fronte não sei se o sentí.

Já vês, o meu sonho é sonho innocente,