Ferros! vossos anneis encadeados

Venham soldal-o para sempre ao muro;

Abobadas! calae-lhe ardentes brados,

Trevas! summi-o no estertor do escuro.

Mas tudo é pouco. O prisioneiro pensa

No rancor do tyranno e adormece;

A natureza é mãe: na dor immensa

Accolhe o que nas ancias desfallece.

Então, em somno longo e descuidoso

Aos sitios mais queridos d'outras éras,