É negro o pezadello, o horror o escolta,

Quer despertar, remorso o infeitiça.

Este, dormindo, já se sente escravo,

Arrastado por praças, com vergonha;

Mas quem jaz mudo sob o iniquo aggravo

Que é livre, livre, ai prisioneiro, sonha.

Qual será mais feliz? um quando dorme,

É só para sentir terror, fraqueza;

E áquelle que succumbe ao peso enorme

Diz-lhe ser livre, a santa natureza.