Vi-me perdido, como outr'ora Dante,
Não na floresta escura, mas bem perto
D'uma montanha que encontrei diante
Do passo temerario, vão, incerto;
No flanco da montanha, a mais gigante,
Deparei antro lóbrego e aberto,
Quiz conhecer o goso de ir perdido,
E entrei, com esperança, destemido.
Era um algar profundo, escuro, mudo,
Gotejando a humidade e a doença;