Tornava côr das rosas o anil do mar Egeo

Onde veleiras cymbas singravam para o porto

Abrindo as azas brancas, como as aves do céo;

Do promontorio Sunium ao viso magestoso,

Que banha o pé nas aguas, ascendia Platão;

E, como lendo as folhas de um livro mysterioso

Derramava seus olhos na infinita amplidão...

O sol desce! o sol desce! seu derradeiro lume

Diz aos montes e ás vagas melancolico adeus,

E o sabio sempre immovel no purpurado cume,