Era um mar de paixões, em calmaria;

Mar outr'ora revôlto e irrequieto;

Apenas pela abobada sombria

Revoava, a zumbir, nocturno insecto.

Cheguei-me á turba vil, encarcerada,

Em cuja face se cravára o stigma

Do crime, que nos faz estremecer.

E perguntei:—Que dolorosa estrada

Vos trouxe aqui?—E a turba, a esphinge, o enigma

Rugir na sombra:—«Não sabemos lêr...»