Candido de Figueiredo, Poema da Miseria,

p. 153. Coimbra, 1874.


OURO

Dizia o ouro á pedra: «Ente mesquinho,

Que profundo scismar sempre te prega

Á beira d'uma estrada, ou d'um caminho,

Pasmada, mas sem vêr, eterna cega?

Em vão o orvalho a ti te lava e rega!

Em ti não cresce nunca pão nem vinho,