A. J. Franco de Sá, Poesias, p. 55. S. Luiz do Maranhão, 1869.


QUEM SABE? TALVEZ!

Existe uma virgem que o céo me destina,

Com quem delirante meu peito já sonha;

Eu vejo-a na fórma da virgem risonha,

Do céo nas estrellas, na flôr da campina,

Á noite, do bosque por entre a mudez;

Na brisa que passa por entre os palmares,

A voz bem lhe escuto que falla inda a medo...