Para vender me levaram
A Salé, que é sua terra,
Não houve mouro, nem moira
Que por mim nem blanca dera;
Só houve um perro judio
Que alí comprar-me quizera.
Dava-me uma negra vida,
Dava-me uma vida perra:
De dia pisar esparto,
De noite moêr canella,
Para vender me levaram
A Salé, que é sua terra,
Não houve mouro, nem moira
Que por mim nem blanca dera;
Só houve um perro judio
Que alí comprar-me quizera.
Dava-me uma negra vida,
Dava-me uma vida perra:
De dia pisar esparto,
De noite moêr canella,