Minha agulha d’ouro, meu dedal de prata,

Passa um cavalleiro, pedia pousada:

Meu pae lh’a negou: quanto me custava!

Já vem vindo a noite, é tam só a estrada...

Senhor pae não digam tal da nossa casa,

Que a um cavalleiro que pede pousada

Se fecha esta porta á noite cerrada.

Roguei e pedi, muito lhe pezava!

Mas eu tanto fiz, que por fim deixava.

Fui-lhe abrir a porta, mui contente entrava;