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]) na vespera da Morte do Senhor, e na sentença de muitos Padres, foi a quinta feira 24 de Março. A hora, a das oito para as nove da noite, conforme a commum opinião de muitos Authores.

Esta pois, se for possivel, ou outra qualquer que for mais commoda, gastará o Fiel em orações vocaes, ou mentaes, prostrado com a mais profunda humildade na presença d'este amante Senhor, e chegando á sua presença, fará uma profunda adoração, convidando ao Anjo da sua guarda, e aos mais, que alli assistem, para que adorem ao mesmo Senhor, e o ajudem nesta Devoção.

Depois de um fervoroso Acto de Contrição, dirá

:

I.

Oh clementissimo Senhor, e Deus omnipotente, todo brando, e amoroso, todo suave, e doce, prostrado ante o Regio Throno da vossa Grandeza, vos peço licença para nesta hora entrar na vossa presença, louvando vossa Misericordia immensa, adorando vossa Magestade incomprehensivel, e amando vossa Bondade infinita. Illustrai meu entendimento, inflammai minha vontade, e ensinai-me, Senhor, como estarei com a devida reverencia a vossos pês; com que modo vos agradecerei este favor; que Hymnos cantarei em louvor d'esta mercê, e em obsequio deste beneficio. Bem vedes, Senhor, a minha pobreza; dai-me o que devo offerecer-vos: sendo vós a maior davida, a vós mesmo vos offereço em agradecimento della.

II.

Oh Pae Eterno, recebei, Deus meu, em acção de graças, e dignissimos louvores, pelo amor, que nos mostrastes, os que vosso Filho Unigenito vos deo desde sua Incarnação, até sua Morte na Cruz; e particularmente quando instituio este Divino Sacramento; porque, conhecendo quão limitados eramos para agradecer este favor, levantando seus olhos a vós, seu Omnipotente Pae, em nome de nós todos vos deo as graças.

III.